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Atacadistas protestam por falta de incentivos

Redação Newtrade

14/02/2012

Destaque

Agência Brasil

Quem passou pelo Eixo Monumental durante a manhã de ontem (13/02) se deparou com mais de 600 caminhões que traziam na carroceria faixas com frases de protesto.

A carreata, organizada pelo Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF), teve a participação de mais de mil manifestantes entre empresários e trabalhadores do setor atacadista. A reivindicação é pela baixa da alíquota – os atacadistas pedem a redução de 12 para 7% - e pela equidade tributária entre estados.

Apesar do transtorno causado no trânsito, muitos motoristas aderiram à causa e elogiaram a ação que durou cerca de quatro horas, saindo do estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, fazendo o retorno na Catedral Rainha da paz e seguindo rumo ao Congresso Nacional.

“Nós cansamos de esperar por uma atitude do Governo do Distrito Federal. A sociedade precisa saber que não estamos lutando aqui por uma causa privada, e sim pelo bem de todo o DF”, disse o presidente do Sindiatacadista/DF, Fábio de Carvalho.

Os empresários do setor atacadista temem não ter mais condições de permanecer no DF. A partir desta terça-feira (14/02), o Regime Especial de Apuração sobre o ICMS deixa de valer para os atacadistas da região, o que tem deixado os empresários preocupados.

“Estamos aqui hoje numa atitude emergencial. Não sabemos mais o que fazer. Se não houver solução, eu terei que transferir minha empresa de estado, e isso significa demitir muitas pessoas”, afirmou o proprietário da empresa Garra Distribuidora, Adauto Mesquita.

O setor atacadista é o 3º maior arrecadador de ICMS do DF. Além disso, gera, diretamente, 25 mil empregos. O presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio Atacadista do DF (Sindecat/DF), Paulo Hernesto, se diz preocupado com a situação.

“Houve aumento de rescisões. Desde o fim dos incentivos, cinco mil funcionários já foram demitidos. Não tem como ver o lado bom dessa situação: daqui pra frente, só teremos desemprego, alta de preços e redução de investimento em saúde, segurança e educação no DF”.

Agora, os empresários esperam uma reposta do GDF acerca do que foi proposto durante a manifestação. “Acreditamos que, dentro de quinze dias, o GDF apresente uma proposta de melhorias para o setor. Caso contrário, organizaremos uma nova manifestação, agora, com foco nas divisas entre o DF e Goiás. Algo pacífico, mas mais impactante”, adianta Carvalho.

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